Minhas dicas para mudar sem estresse na Revista Ana Maria

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O cachorro pode até ficar perdido no dia da mudança (como diz a famosa expressão)… Mas não há como você se dar ao luxo de não saber o que fazer nessa hora. Apesar de cansativo e de demandar bastante tempo e paciência, organizar tudo até o grande dia é fundamental para evitar chateação.
Se quiser conseguir trocar de endereço sem corre-corre nem dor de cabeça, comece a arrumação 30 dias antes. “Convoque a família e a envolva nesse processo de seleção e descarte”, recomenda Ana Afonso, consultora de organização pessoal, de São Paulo.
A seguir, sugerimos uma programação de tarefas indispensáveis, que se inicia exatamente um mês antes da data da mudança. Alguns dos afazeres são resolvidos em um único dia. Outros, exigem uma ou duas semanas, por exemplo. Portanto, organize-se para dar conta de tudo!
30 dias antes de mudar
Solicite a troca de endereço das assinaturas de revistas mensais. No caso das publicações da Editora Caras, ligue para 0800 775 2828. Esse é o tempo sugerido para que você não tenha problemas com a entrega depois.
29 dias
Meça os móveis e eletrodomésticos que levará para a futura casa. Geladeiras de duas portas e fogões podem ser parcialmente desmontados (removendo portas ou alguma outra parte), assim como alguns sofás, mesas e armários. Antes de tudo, já veja se é o caso dos seus.
28 dias
Tire as medidas do novo endereço para ter certeza de que as suas coisas caberão. Meça, também, portas externas e internas, elevadores, corredores e o caminho que os itens farão até chegar aonde precisam. Preste atenção no peso máximo que o elevador comporta. Algumas empresas de transporte fazem esse tipo de vistoria em ambos os imóveis antes de orçarem a mudança.
27 dias
Comece a “operação descarte”: livre-se de tudo o que deixou de ser necessário. Antes de abrir a tampa do lixo, porém, considere algumas opções:
✔ Fazer um bazar com as coisas velhas e chamar os amigos e vizinhos.
✔ Levar os móveis para lojas de usados. Livros e revistas podem ser vendidos/doados a sebos.
✔ Anunciar alguns itens em classificados ou sites de venda de produtos (como o Mercado Livre) – é bom lembrar que a transação pode demorar um pouco.
✔ Doar o que puder. Há entidades que até retiram as peças em sua casa.
✔ Se, depois de tudo isso, ainda sobrarem itens recicláveis (de plástico, vidro, metal ou papel), procure o posto de coleta seletiva mais próximo.
✔ Computadores, eletroportáteis, caixas de som e outros aparelhos precisam ser descartados em locais específicos para lixo eletrônico.
25 dias
Inicia-se a “operação melhoria no novo imóvel”: já que ele está vazio, é hora de dedetizar, pintar e fazer a faxina pesada. Se for inquilino, deve receber o imóvel já pintado – a não ser que o contrato diga o contrário – e com as instalações em condições de uso. Por isso, vale pedir uma vistoria antes da assinatura. Caso seja preciso algum reparo, cabe ao proprietário executá-lo antes. Depois disso, você só poderá fazer intervenções, ainda que para melhor, com a autorização dele.
18 dias
Começa o empacotamento, que pode levar dias! Ana sugere iniciar o processo pelas roupas da próxima temporada – se for verão, guarde as peças de inverno – e por itens que você não usa muito (aqueles para festas, por exemplo). Depois, empacote cômodo por cômodo, sem afobação. Para as roupas de prateleiras e gavetas, a recomendação é colocá-las em malas. As que estiverem penduradas têm outro fim: “Elas permanecem nos cabides. É só retirá-los de uma vez do varão e envolvê-los em plástico ou manta para que as roupas não sujem”. Dica: para evitar o “efeito Kinder Ovo” (ter surpresas na hora de abrir tudo), anote em pelo menos duas das laterais da caixa o que colocou dentro dela.
17 dias
Se precisar comprar eletrodomésticos (geladeira, fogão etc) ou outros itens, este é o momento! Agende a entrega no novo endereço, evitando aumentar o custo da mudança – imagine só se chega na casa velha?! Certifique-se ainda de que haverá alguém para receber a encomenda (o porteiro, você ou alguém próximo).
15 dias
Hora de orçar entre três e seis transportadoras. Algumas empacotam e desempacotam suas coisas (uma maravilha!), porém cobram até 150% mais que um carreto simples, segundo Jaqueline de Andrade, da Translar, de São Paulo. Antes de apresentar o valor, muitas empresas pedem uma visita para ver o porte da mudança e as condições de elevador e escada.
14 dias
Verifique se existem restrições para o caminhão de mudança sair do endereço atual e chegar ao novo – feira livre em qualquer uma das duas ruas, horários específicos para a mudança, restrição ao trânsito na cidade etc. No caso de prédios, agende a mudança com o zelador ou com o síndico.
13 dias
Altere seu endereço na assinatura de jornais.
11 dias
É hora de atualizar seu cadastro junto às companhias de energia, gás e telefonia, e agendar a instalação desses serviços no
futuro endereço.
10 dias
Defina onde seus filhos ficarão no dia da mudança: algum parente ou amigo pode cuidar dos pequenos enquanto o caminhão vai se enchendo? Se houver a oportunidade de as crianças passarem a noite fora, melhor ainda. Caso você tenha animais de estimação, lembre-se de encontrar um refúgio também para eles. Mesmo com toda a organização, tudo estará uma loucura. Preserve os pequeninos!
8 dias
Esse é o prazo limite para comparar orçamentos e fechar com uma empresa de mudanças.
7 dias
Suspenda as compras de alimentos e mantenha apenas o que será consumido na semana.
4 dias
Último dia para instalar gás, TV por assinatura e internet no futuro endereço.
2 dias
Prepare uma mala com algumas trocas de roupa, pijama e toalhas para cada integrante da família, como se fosse para uma viagem curta. Acrescente xampu, pasta de dente e outros produtos de higiene pessoal, além de itens básicos de cozinha, como pano de prato, guardanapos, alguns poucos talheres, copos e pratos descartáveis. Como existe o risco de faltar tempo para desempacotar tudo nos primeiros dias, é importante ter o essencial à mão. No comecinho, facilita bastante se vocês pedirem comida fora.
1 dia
Desligue e limpe a geladeira.
Jardim a tiracolo
Leve suas plantas sempre dentro do carro. Se tiver espécies maiores, em vasos grandes, transporte-as fora do recipiente e da terra, conforme orienta Roberto Moraes, gerente comercial da Granero.
O carreto por caminhão não costuma ser recomendado, principalmente quando se vai de uma cidade para outra. “As plantas não resistem a viagens de média e longa distância e não têm cobertura de seguro”, alerta o representante.
Mudei. E agora?
De vez em quando, confira se não continuam chegando correspondências a sua antiga casa. Lembrando que  é sua obrigação notificar a mudança de endereço, ok?

24/02/2016 – 10:00

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