Tarefas domésticas e a falta de tempo

A realidade é que nem sempre o que nos falta é tempo e sim encontrar a forma adequada para  lidamos com ele. Somos  pessoas que enfrentam a dupla jornada casa e  trabalho, criamos os filhos, investimos em estudo e na família. Não é  preciso ser a mulher perfeita : um bom planejamento ajuda muito e contar com os parceiros  faz a diferença.
É  possível aprender com quem vive ou viveu essa mesma situação e criar uma rotina sem estresse e sofrimento.

Reprodução da Reportagem Andrezza Duarte  – site http://claudia.abril.com.br

 Esticar o tempo – Sem culpa

O tempo que dedicamos – ou deixamos de dedicar – ao trabalho, à família, aos amigos, à nossa saúde e a tudo o mais que nos cerca é quase sempre motivo de culpa. “Isso é fruto da ampliação dos papéis da mulher no mundo masculino e do fato de que não foram redefinidos”, afirma a psicóloga Valéria Meirelles, de São Paulo. “É chegado o momento de refletirmos e negociarmos com o parceiro e também no trabalho.” Em casa, por exemplo, dividir as tarefas domésticas com o companheiro é fundamental para pilotar melhor o seu tempo e não se sentir tão culpada por não dar conta de tudo. Porém, mesmo quando o casal já divide as tarefas, é comum a gente viver reclamando da maneira como eles cumprem sua cota. Resultado: acabamos refazendo tudo. “Muitos homens, mesmo os mais jovens, não foram educados para as tarefas caseiras.

Precisamos aceitar o jeito de o parceiro realizá-las ou então dizer a eles como achamos que deve ser feito.” No trabalho, o primeiro passo é estabelecer prioridades. Você pode, por exemplo, focar sua energia na carreira porque está de olho numa promoção ou deseja fazer um MBA, o que significará reduzir o tempo com a família. Explique esse momento da sua vida a todos em casa. “Mas lembre que não será para sempre. Vale saber o que é importante nessa hora, decidir e seguir em frente”, diz a psicóloga Valéria Meirelles. Claro que toda decisão pode – e deve – ser reavaliada. “É preciso saber quando uma etapa da vida chega ao final e não ficarmos fixadas a eventos do passado”, recomenda a psicóloga Lana Harari, de São Paulo. “Deixe aquilo ir embora, pois assim se abrirão novas possibilidades de experiências. Essa é a grande riqueza da vida.”

 

Crédito imagem: Bol

Comentários